Demissões em massa nas redações dos grandes jornais do país neste início de 2015

O ano de 2015 começa com péssimas notícias para o jornalismo mundial e brasileiro. Na quarta-feira (7) o ataque à liberdade de expressão com o massacre de jornalistas e funcionários da revista francesa Charlie Hebdo, por parte de extremistas islâmicos, deixou a imprensa mundial de luto. Aqui no Brasil, uma nova onda de demissões de profissionais se espalha pelas redações dos grandes e pequenos veículos de comunicação de vários Estados, e mais uma vez deixa toda a categoria e suas entidades sindicais indignadas e a postos para lutar pelos direitos dos trabalhadores e em defesa do Jornalismo.

O presidente da FENAJ, Celso Schröder, alerta que “não são casos isolados. Trata-se de prática comum e organizada da área empresarial da comunicação. O patronato, como sempre, faz os trabalhadores pagarem pelos seus erros de gestão, seus modelos de negócio equivocados, sua ganância pelos lucros a qualquer custo, e age orquestradamente, visando amedrontar a categoria e enfraquecê-la na sua capacidade de reação. Os patrões se eximem de qualquer responsabilidade social pelas crises que eles próprios vêm fomentando e pensam menos ainda na qualidade do Jornalismo que têm a função de oferecer à sociedade.”

No Rio de Janeiro, o Jornal O Globo, na quinta-feira (8), demitiu cerca de 160 funcionários, entre eles, 30 jornalistas. As baixas na redação do jornal atingiram repórteres e diagramadores. Os cortes indiscriminados foram de profissionais com pouco tempo de casa até aos mais antigos, vários premiados nacionalmente.
Como motivação para as demissões, o jornal alega que é uma medida de otimização, após a revisão dos processos da empresa e de reestruturação. Mesmo sem confirmação oficial, segundo notícias veiculadas em sites jornalísticos, a previsão é de fechamento de alguns cadernos e suplementos.

Em Minas Gerais, o Jornal Estado de Minas cortou de seus quadros 11 funcionários da redação e do setor administrativo da empresa. Entre os jornalistas: repórteres, fotógrafos, editores, ilustrador e secretária de redação. A alegação é a crise financeira do Grupo Diários Associados, proprietário do impresso.

No interior de São Paulo, desde o início de janeiro, já foram desligados mais de 30 profissionais dos jornais das cidades de Catanduva, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Votuporanga. Só a sucursal da Folha de São Paulo de Ribeirão Preto dispensou oito jornalistas.

No Espírito Santo, na terça-feira (6), a Tv Capixaba, afiliada da Rede Bandeirantes no Estado, desligou cinco jornalistas, nove radialistas, além de pessoal administrativo, e reduziu o tempo do telejornal da noite.

A desculpa para a maioria das demissões é sempre a mesma: economia de gastos e corte de pessoal. “Infelizmente, o jornalismo de qualidade está sempre em segundo plano para as empresas de comunicação. As absurdas demissões espalhadas pelo Brasil denotam esse entendimento do patronato, onde o lucro está sempre em primeiro lugar. A FENAJ, junto com seus 31 sindicatos filiados, está de plantão para denunciar esses abusos, apoiar os jornalistas que perderam seus empregos e reagir junto com a categoria”, afirmou Celso Schröder.

FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas.

Jornalismo

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