Xeque-mate

Quotidianos

08.12.2014 - Carolina Mancini - Xeque Mate

Seu exército se arrastou pela noite, silencioso e sorrateiro como um milhão de felinos, densificando as trevas, cobrindo de sombras as planícies que as luz das estrelas teimavam em iluminar. E naquela noite a escuridão tomou cheiro e um exalar da respiração contida de uma hoste versada em surpreender o inimigo tal qual sua chegada fosse passe de magia negra. Mas para lástima daquele cavalheiro negro e sua armada a noite não é eterna. Como não tem honra a peleja enquanto o inimigo dorme, esgueira com seu manto de treva até a floresta. Só assim preservariam o gosto de pegar o inimigo de surpresa. Veio de longe para provar o sabor da vingança. Aplacar o ódio de vinte anos de família morta e príncipe desterrado. O ódio adestrou-lhe a mão guerreira, forjou o espírito para a guerra, afogueado sempre pelas lembranças. Mas enquanto o ódio ferve-lhe a têmpora e na…

Ver o post original 394 mais palavras

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s