Carta a Dezembro aos cuidados de Catarina

Catarina voltou a escrever,

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Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito.
Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora,
que aponta lápis, que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

Manoel de Barros

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Bambina mia,

Dezembro me chega em cores, amor e nascimento.
A vida vibra no meu quintal, bem ali, no pé de Maria-sem-vergonha, as borboletas fazem amor, ou borboleteiam. Atrevem a usar minha mão estendida para o ato.

As metamorfoses acontecem e eu também respiro Novembro – que foi tão morno e em alguns dias, frio. Mas, também cheio de milagres.

Fervilham as borboletas como que fugindo da chuva, que ronda pelos lados do Sul. Sempre é de lá que vem as mais bravias e barulhentas.

Em três…

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